• Redação Mário Sorrentino

Sérgio Moro sofre derrotas em série no governo Bolsonaro



Reportagem da Folha de S. Paulo desta última sexta-feira (1) faz um balanço das principais derrotas do superministro da Justiça, Sérgio Moro, em apenas dois meses de governo Jair Bolsonaro. A reportagem lembra que o ministro aceitou deixar a carreira de juiz federal para assumir o ministério sob o argumento de que estava "cansado de tomar bola nas costas", mas que em 60 dias de governo tem enfrentado problemas semelhantes.


No episódio mais recente, ocorrido na última quinta-feira (28), o ex-juiz precisou voltar atrás, a contragosto, da nomeação de Ilona Szabó, especialista em segurança pública, convidada por Moro para integrar o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Uma grande onda de bolsonaristas, que teve coro dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, acusou Szabó nas redes sociais de se opor, entre outros assuntos, à liberação da venda de armas e à proporcionar maior liberdade para os policiais atirarem em bandidos ou suspeitos, sob a alegação de legítima defesa. Com o recuo, Sérgio Moro, segundo assessores, passou a quinta-feira de cara fechada. 

Algumas destas ideias de Szabó, inclusive, são compartilhadas por Sérgio Moro, que nos primeiros dias no cargo, quando elaborou o decreto sobre a posse de armas, precisou abrir mão de pontos para ele importantes como o de limitar o registro por pessoa a duas armas - o decreto fixou o número em quatro. Com o revés, Moro tentou se desvincular da autoria "dizendo nos bastidores que apenas estava cumprindo ordens do presidente", lembra a reportagem.


"Em outro caso, mais recente, o ministro viu o governo interferir naquilo que mais se dedicou desde a posse, seu pacote anticrime, que reúne projetos de leis apresentados ao Congresso em fevereiro. Entre as medidas, Moro incluiu a criminalização do caixa dois. Dias depois, no entanto, soube que, por decisão do Palácio do Planalto, o tema iria tramitar separadamente do restante das propostas, que incluem mudanças na legislação sobre crime organizado, corrupção e tráfico de drogas. Mesmo quando não teve de recuar, o ministro deu sinais de fragilidade quando a palavra do presidente foi mais forte do que a dele, como no caso do escândalo de candidaturas de laranjas, revelado pela Folha",



(Fonte)

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