• Redação Mário Sorrentino

Projetos do Centro de Desenvolvimento Regional em Campina Grande receberão R$ 3,6 mi em investimento



A Paraíba será o primeiro estado a implementar o projeto piloto do Centro de Desenvolvimento Regional (CDR), um projeto que visa a disseminação do conhecimento técnico para atender ao interesse do desenvolvimento das regiões. O CDR tem sede em Campina Grande e os projetos selecionados receberão investimentos da ordem de R$ 3,6 milhões em três anos.


O anúncio foi feito pelo secretário executivo da Ciência e Tecnologia, Cláudio Furtado, em reunião realizada na Secretaria da Educação e da Ciência e Tecnologia (SEECT) com a presença do secretário Aléssio Trindade; Betina Ferraz Barbosa, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência e Tecnologia (CGEE); José Ricardo Santana, diretor do CNPq; Priscila Lelis Cagni, Diretoria de Programas e Bolsas da Capes (CGPE/DPB), e o coordenador do CDR na Paraíba, professor Gesinaldo Ataíde Cândido, da Universidade Federal de Campina Grande.


Segundo Furtado, o CDR irá apoiar o desenvolvimento de projetos associados à melhoria da região: tecnologias sociais, projetos ligados à energias renováveis, biogás, biomassa, entre outros. Está em fase piloto em três estados brasileiros – Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraíba – sendo que no Nordeste está mais adiantado.


CDR - O Centro de Desenvolvimento Regional (CDR) em Campina Grande foi criado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), a Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação, em parceria com o Governo da Paraíba e a Universidade Federal de Campina Grande.


“A formação da agenda do CDR teve início no Estado em 2018 com audiências públicas com a presença de representantes da sociedade civil de municípios da 3ª Região Geoadministrativa, formada por 39 municípios, polarizada por Campina Grande. Sete projetos foram selecionados a partir de uma lista pública composta por mais de 30 propostas”, contou Cláudio Furtado.


Furtado informou que os sete projetos selecionados receberão ainda este ano recursos da ordem de R$ 1,6 milhão, por meio do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes). A carteira será administrada na Paraíba pela Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq-PB), a qual acompanhará a implementação dos projetos.


“Serão investidos mais R$ 2,4 milhões em três anos, num total de R$ 3,6 milhões para o desenvolvimento dessas sete propostas selecionadas. Os trabalhos terão acompanhamento e passarão por avaliações de forma que o governo federal aprimore o programa. O plano é lançar um edital nacional no próximo ano, baseado nos resultados colhidos aqui e nos outros dois estados onde as primeiras experiências estão sendo feitas”, declarou Cláudio Furtado.


Projetos em energias renováveis tiveram melhores colocações


Os projetos paraibanos melhores posicionados no ranking foram aqueles com alto retorno social na área de energias renováveis. Dentre eles, o projeto “Disseminando o uso descentralizado da energia fotovoltaica”, que visa à capacitação técnica, aplicação e articulação política para o uso descentralizado de energia solar fotovoltaica, coordenado pelo professor do IFPB, Walmeran Trindade.


“O projeto se estrutura em três bases de conhecimento para fazer a instalação de pequenos sistemas de geração de energia em propriedades rurais familiares, pequenos empreendedores, escolas; em cooperativas de compartilhamento de energia a serem criadas. E a fase final é buscar o envolvimento de prefeituras de pequenos municípios para que façam a adesão a esses sistemas de geração de energia”, explicou o professor Walderan Trindade.



Secom-PB

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