• Redação Mário Sorrentino

PMs invadem hospital para pegar o projétil que matou a menina Ágatha


Pouco depois da morte da menina Ágatha Vitória Félix, entre dez e vinte policiais militares invadiram o hospital em que ela tinha sido internada e tentaram levar o projétil que a matara.


De acordo com reportagem da revista Veja, a informação foi relatada por integrantes da equipe de médicos e de enfermeiros de plantão a policiais civis. Eles se recusaram a entregar a bala, que posteriormente, seria encaminhada para a Polícia Civil, responsável pelas investigações.

 

A perícia feita na bala concluiu que não será possível compará-la com as armas dos PMs que estavam na favela – foi encontrado apenas um fragmento deformado do projétil.


Agora, a Delegacia de Homicídios tenta convencer integrantes da equipe médica a prestar depoimento sobre a invasão. Profissionais que relataram o fato a policiais civis temem represálias. Os investigadores não conseguiram imagens da ida dos policiais ao hospital.


A informação reforça a versão relatada pela mãe da menina e por testemunhas que estavam no local que disseram a polícia que o tiro que atingiu Ágatha foi disparado por um PM, que tentara acertar um motociclista que passava pelo local. 


A versão dos policiais militares envolvidos no caso é de que revidaram a disparos. Mas de acordo com as testemunhas, não havia troca de tiros na localidade da Fazendinha, no complexo do Alemão, no momento em que a menina foi atingida.




(Fonte)

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