• Redação Mário Sorrentino

PF diz que não tem condição de liberar Lula para ir a velório do irmão. Veja os motivos;



A Polícia Federal se manifestou dizendo que não é possível liberar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir ao funeral do irmão do irmão Genival Inácio da Silva, de 79 anos, conhecido como Vavá, que morreu na manhã desta terça-feira (29).


A PF alegou à juíza Carolina Lebbos que, por segurança, o transporte de Lula teria que ser feito por helicóptero, e que no momento todas as aeronaves da corporação estão em Brumadinho, em Minas Gerais.


Com base no pedido da polícia, o Ministério Público Federal protocolou uma manifestação afirmando que a lei prevê que a liberação "pode" acontecer, mas que não é garantida.


Os procuradores também destacaram no parecer que Lula "não é um preso comum e que a logística para realizar a sua escolta depende de um tempo prévio de preparação e planejamento".


A defesa de Lula pediu a liberação com base no artigo 120 da Lei de Execução Penal, que fala que "os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".


A Justiça, no entanto, ainda não publicou uma decisão final sobre a liberação.


Mesmo assim, a defesa de Lula entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) alegando que a 12ª Vara Criminal de Curitiba se omitiu.


Alegações da PF


No parecer protocolado à Justiça, a PF alegou que não há tempo hábil para a chegada de Lula ao funeral antes do final dos ritos do enterro, mesmo que uma aeronave fosse deslocada até Curitiba para fazer o transporte do ex-presidente.


A manifestação diz também que a parte final do trajeto até o cemitério teria que ser realizado por carro e que isso "potencializa os riscos já identificados e demanda um controle e interrupção de vias nas redondezas".

A PF afirmou que foi feita uma análise de risco que levou em consideração as seguintes situações:


  • Fuga ou resgate do ex-presidente Lula;

  • Atentado contra a vida do ex-presidente Lula;

  • Atentados contra agentes públicos;

  • Comprometimento da ordem pública;

  • Protestos de simpatizantes e apoiadores do ex-presidente Lula;

  • Protestos de grupos de pressão contrários ao ex-presidente Lula.


O parecer diz ainda que não há efetivo policial para garantir que nenhuma destas situações aconteça.



(Fonte)

#Lula #PolíciaFederal #MinistérioPúblico #TRF4

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