• Redação Mário Sorrentino

Festival de Artes Jackson do Pandeiro atrai mais de 25 mil pessoas no Espaço Cultural



Os quatro dias da programação do Festival de Artes Jackson do Pandeiro atraíram mais 25 mil pessoas à Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), na capital paraibana. Com uma média acima de 6 mil espectadores por dia, o evento ocorreu entre os dias 25 e 28 deste mês, com atividades nas áreas de música, cinema, literatura, artes visuais, teatro, dança e cultura popular. O festival teve mais de 500 artistas em 13 polos culturais. Entre as atrações estiveram o pernambucano Lenine, a baiana Margareth Menezes e o paraibano Genival Lacerda, que cantou acompanhado da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba.


Nem mesmo as chuvas afastaram o público do festival, que contou com plateia e artistas de diversas partes do País. “Não tenho dúvida de que essa é a maior comemoração no Brasil do centenário de nascimento de Jackson do Pandeiro. É importante que seja a maior e no Estado onde nasceu o ‘rei do ritmo’. Estamos fazendo história e todos aqueles que acompanharam essa programação também fizeram história. No futuro, vão poder lembrar que estiveram presentes em um evento grandioso como esse, tendo orgulho de serem integrantes dessa celebração”, observou Nézia Gomes, presidente da Fundação Espaço Cultural da Paraíba.


Em sua fala na abertura oficial do evento, o governador João Azevêdo destacou a força da cultura nordestina e também afirmou que o Governo do Estado tem interesse no fomento permanente à produção artística local. 


O Espaço Cultural se dividiu em 13 polos e cada um deles foi nomeado com títulos ou trechos de canções de Jackson do Pandeiro. A Praça do Povo se chamou ‘Sebastiana’. Já a Sala de Concertos Maestro José Siqueira foi o ‘Canto da Ema’ durante os quatro dias de evento. O Teatro Paulo Pontes foi ‘Cabeça Feita’ enquanto o Teatro de Arena foi ‘Chiclete com Banana’.


O Cinê Banguê passou a ser ‘Jack Perrin’. Até o estacionamento entrou no ritmo com o nome ‘A Ordem é Samba’. A Feira Criativa que aconteceu ao longo do festival foi ‘A Feira’ enquanto o Planetário ganhou o sugestivo nome ‘Sputnik; já o Mezanino 2 foi ‘Luz do Saber’; Galeria Archidy Picado se transformou em ‘Quadro Negro’; escola de dança foi ‘Baile da Gabriela’; Sala de Coro foi ‘Sina de Cigarra’ e o auditório da EEMAN, ‘Acorda Meu Povo’.


O evento foi aberto na quinta-feira (25) pela manhã, com duas exposições em homenagem a Jackson do Pandeiro seguidas do debate ‘Diálogos Ritmados’. À tarde, teve início uma intervenção em graffiti com os artistas do Coletivo Acervo 03 e também Carlos Nunes, Dedoverde e Tha. A atividade aconteceu no Polo ‘A Ordem é Samba’. No mesmo local, houve apresentação de dança com o grupo Supreme Boyz e show de Sinta a Liga Crew. Já no Polo ‘A Feira’ (Praça do Povo) houve – nos quatro dias do evento - a Feirinha Criativa.


No Polo ‘Jack Perrin’ (Cine Banguê) diversos curtas-metragens paraibanos foram exibidos, além do documentário paraibano ‘Jackson – Na batida do pandeiro’, de Marcus Vilar e Cacá Teixeira. Foram duas exibições especiais, com um debate após a segunda sessão (com Marcus Vilar, Cacá Teixeira, Heleno Bernardo e Fernando Moura, sob mediação de André Dib).


Jackson do Pandeiro – Nome artístico de José Gomes Filho, nascido em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, e que passou boa parte da vida em Campina Grande. Começou a admirar a música por meio da sua mãe, a cantadora de coco Flora Maia, que colocou o filho para tocar zabumba aos sete anos. Seu primeiro sucesso, “Sebastiana”, na década de 1950, o lançou para o Brasil e para o mundo. Jackson chegou a fazer duetos e parcerias com nomes como Luiz Gonzaga, Edgar Ferreira e Rosil Cavalcanti e ganhou o título de “Rei do Ritmo”. Ele morreu vítima de embolia pulmonar e cerebral em 10 de julho de 1982, aos 62 anos, em Brasília (DF).





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