• Redação Mário Sorrentino

Escolas militares elogiadas por Bolsonaro são poupadas de cortes



As escolas militares foram poupadas dos cortes que atingem os gastos do governo, sobretudo na Educação. O modelo é frequentemente elogiado pelo presidente Jair Bolsonaro. Essas unidades são ligadas ao Comando do Exército, cujo orçamento é vinculado ao Ministério da Defesa.


Os R$ 12,5 milhões reservados para o ensino nas escolas militares não foram bloqueados por causa do decreto de contingenciamento do governo federal. Os dados são do Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo).


Ao todo, são 13 as escolas ligadas ao Exército. Elas reservam vagas para familiares de militares e fazem seleção de alunos para ingresso.


Na segunda-feira (06), Bolsonaro voltou a elogiar as escolas militares e a defender a criação de novas unidades. Ele diz que pretende construir um colégio militar em cada capital do País, o que significa 16 outras escolas. "Queremos mais crianças e jovens estudando nesses bancos escolares. Respeito, disciplina e amor à pátria são fundamentos importantes desses colégios", disse. Enquanto os colégios militares são poupados, as instituições ligadas ao MEC (Ministério da Educação) tiveram forte corte. Os bloqueios na pasta atingiram R$ 7,3 bilhões.


Apesar de ter poupado os colégios militares, o Ministério da Defesa também teve um alto contingenciamento. Foram bloqueados R$ 5,1 bilhões, referentes a 37% do orçamento autorizado para a pasta. Os recursos da rubrica de Prestação de Ensino e Pós-Graduação do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de R$ 3,2 milhões, também foram poupados. Já o orçamento do IME (Instituto Militar de Engenharia) sofreu impacto. Dos R$ 10,1 milhões autorizados, R$ 1 milhão (10%) estão bloqueados.



(Fonte)



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