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Contas de bolsonaristas em redes sociais são retiradas do ar após decisão de Alexandre de Moraes


Perfis de 16 aliados e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, investigados por suposta disseminação de fake news, foram bloqueados pelo Twitter e pelo Facebook nesta sexta-feira (24). A suspensão das contas foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).


A decisão faz parte do inquérito das fake news, que apura ataques a ministros da Corte e disseminação de notícias falsas e tem Moraes como relator.

Em documento assinado na última quarta (22), Moraes pede o bloqueio de 16 contas do Twitter e 10 perfis no Facebook, com multa de R$ 20 mil ao dia para as empresas que descumprirem a ordem.

A decisão cita como titulares das contas a serem suspensas:

  • Roberto Jefferson, ex-deputado e presidente nacional do PTB

  • Luciano Hang, empresário

  • Edgard Corona, empresário

  • Otávio Fakhoury, empresário

  • Edson Salomão, assessor do deputado estadual de São Paulo Douglas Garcia

  • Rodrigo Barbosa Ribeiro, assessor do deputado estadual de São Paulo, Douglas Garcia

  • Bernardo Küster, blogueiro

  • Allan dos Santos, blogueiro

  • Winston Rodrigues Lima, militar da reserva

  • Reynaldo Bianchi Júnior, humorista

  • Enzo Leonardo Momenti, youtuber

  • Marcos Dominguez Bellizia, porta-voz do movimento Nas Ruas

  • Sara Giromini

  • Eduardo Fabris Portella

  • Marcelo Stachin

  • Rafael Moreno

Em maio, o grupo já tinha sido alvo de busca e apreensão autorizada pelo ministro, em desdobramento do inquérito. Na época, Moraes determinou o bloqueio de contas em redes sociais de 16 investigados. Os perfis seguiam ativos até esta semana, o que levou o magistrado a reforçar a determinação na última quarta.


Advogados dos alvos disseram à TV Globo que recorreram da decisão do ministro do STF.

A decisão de Moraes

Ao reiterar a ordem de derrubada das contas em território nacional, na quarta, Moraes afirmou que o objetivo da medida é evitar que os perfis sejam utilizados para "possíveis condutas criminosas" apuradas.


“Considerando-se a necessidade do correto cumprimento da ordem judicial de bloqueio de perfis utilizados pelos investigados nestes autos, evitando-se que continuem a ser utilizados como instrumento do cometimento de possíveis condutas criminosas apuradas nestes autos”, escreveu o ministro.


Segundo o ministro, as empresas justificaram que não haviam cumprido a primeira decisão, de 27 de maio, porque a ordem foi "genérica" e não informou os perfis exatos que deveriam ser bloqueados.


Moraes ressaltou que as investigações “indicam possível existência de uso organizado de ferramentas de informática, notadamente contas em redes sociais, para criar, divulgar e disseminar informações falsas ou aptas a lesar as instituições do Estado de Direito, notadamente o Supremo”.




Fonte: G1


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